Encontro-me ausente de mim, perdido num infinito de coisas que não por idéia ou por razão, posso ao menos imaginar onde podem me levar. Tenho por eu mesmo o mais fiel inimigo, enquanto mastigo a cada dia as tuas imagens estampadas nos meus olhos, temo do que poderei fazer disso ou ainda do que meu coração fará do que absorvo a cada momento de você, que vive em sua tranquilidade perene e osbcura, dormindo sem se lembrar de mim.Sinto que posso te fazer recuar pela minha intensidade, que por ser tamanha, me faz discorrer com propriedade sobre alguém o qual eu mal conheço; meus poemas, versos perdidos no meu próprio silêncio que por virtude pode ser que jamais cheguem aos teus olhos ou teus ouvidos e se precocemente chegarem, serão pra você como qualquer outro poema escrito pelo desconhecido. Estou preso a uma pequena lembrança, tecida pelo destino ironicamente em propósito de me deixar perdido em tua ausência, tendo comigo apenas as coisas que vou imaginando e construindo de tuas imperfeições que vou catando de qualquer lugar.
Queria que meus ossos não tremessem ou meus olhos não saltassem das órbitas em qualquer sinal da tua presença; cada vez que meu coração salta só em imaginar a tua presença, vejo a minha ingenuidade perdida dentro da imensidão dos seus olhos, que me cativaram em um primeiro olhar, tão ingênuo e sorrateiro quanto essa sensação que me invade e que não há passagem que me cure. Por tanto, quisera abandonar-me dessa sensação, lançando-a em qualquer precipício que me permita esquecer dessa lembrança que me afujenta, prendendo-me em um passado que ainda não existiu, cheio das eloquências de meus instintos que me fazem tremer.
Enfim; termino sempre procurando alguns versos que me curem rapidamente dessa febre de você.
"Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou, ainda lembro que eu estava lendo, só pra saber o que você achou... Dos versos que eu fiz e ainda espero... Resposta."
- Milton Nascimento
1 comentários:
Chris,
Assim não vale. Elogios de amigos não contam. Ainda bem que não foram críticas porque eu sou insuportável.
Nem tenho palavras para dizer o quanto Clarice [nossa intima] estava aqui.
Que tal usar um codinome: Chris Lispector?
Ou usa você ou uso eu!
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